Os olhos estavam pesados e cansados, o choro fez com que eles inchassem como se fosse um castigo lembrar de cada gota derramada. Estava triste. Não sabia se havia feito a escolha certa, mas fez a que mais lhe convia. A essa altura seu corpo só precisava daquele banho gelado, mas não para acordar, mas para refrescar aquela mente que vagava a poucos kilometros, na casa daquela pessoa que ela amava. Tomou um último gole de água e decidiu que após o banho iria ligar para ele.
Sem medo se enrolou na toalha e deitou na cama, fechou os olhos e apertou a tecla viciada naquele número. Naquele instante pensou que ia bancar uma idiota depois de dizer que o melhor para eles era a separação, mas exitou e se fixou na única frase dita durante toda discussão que valeu a pena lembrar: " Eu vou te esperar ". Sim, era uma afirmação, uma utopia de que nem o tempo iria apagar aquele amor. De que ia adiantar ela fingir e ignorar seus sentimentos? Sua vontade de por aqueles lábios quentes nos dela era tão intensa quanto seu coração pulsante. Queria saber se podia sofrer, sofrer para amar. Amar cada minuto, cada suspiro ofegante... Porque na sua cabeça, serão esses momentos que valerão a separação gerada pela distância.
Pega num suspiro a voz mais doce que podia escutar àquela hora da noite atende o telefone dizendo apenas " Quem fala? ". Ela fica sem ar e só consegue dizer : " EU TE AMO".
terça-feira, 3 de novembro de 2009
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