segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Crepúsculo

A tarde era mansa, o sol estava se compondo de mais um dia. Pessoar corriam naquele velho parque, há também os que passeiam e atiram objetos para os seus animais de estimação, mas uma bela mulher se destaca nessa multidão. Era branca, com olhos claros num tom mel e tinha os cabelos ruivos como o pôr-do-sol. Estava inquieta, queria uma vítima para atacar com seus impulsos eróticos e quando menos esperou avisto sua presa. Um homem há meio km de distância acabava de se alongar na grama. la se aproxima e pergunta as horas, estava possessa. O rapaz lhe responde ofegante e diz que já são quase seis da tarde, e , sem pensar, ela agradece dizendo que seu apartamento se encontra vazio.
A presa, que a essa altura percebeu as reais intenções daquele anjo negro, se exalta e diz que adoraria passar a noite com ela. Nota-se um casal saindo do parque às pressas.
Perto dali ele deixa o carro e entra com ela no lugar desejado. Ele a puxa para perto enquanto ela acabda de trancar as fechaduras. Ele a segura no quadril com força e lhe dá um beijo prolongado. Pega-a de surpresa e a coloca no colo. Uma blusa é rasgada.
Gemidos,insessantes e ofegantes se prolongam, o casal de mamíferos se encontra na cozinha. Ela se deleita com aquele prazer fazendo-o desejá-la cada vez mais e pega-o de surpresa levando-0 para o banheiro. Lá encontra-se sua banheira. No ponto, morna e com uma hidromassagem que a fazia gozar só de molhar os pés. Ela se joga e fica de quatro, fazendo um convite para seu macho a maltratar e estuprar-lhe os sentidos. Ele faz seu papel uivando de tesão, ela implora que ele a possúa e ele não exita e puxa-lhe os cabelos que pegam fogo em suas mãos e a faz gritar. Ele chega ao final e ela o alcança minutos depois se explorando com a hidromassagem.
Horas depois se veem completos e saciados daquele cardápio. De manhã ele acorda junto a ela, não sente culpa nem pena por não ter perguntando o nome do anjo, se polpa e assim abandona o casulo. Um carro canta pneu poucos minutos depois.

Give me something real

A manhã acabara de nascer, eram cinco e meia e ele não conseguia mais dormir, como se seu corpo já tivesse sido recompensado com o bom sexo feito horas antes. Levantou-se da cama, estava com um short bem comodo e foi com seus pés pesados até a cozinha fazer aquele café bem forte, o seu preferido.
Sentou-se na sacada do seu apartamento, era amigável e aconchegante para um lobo solitário como ele. Pegou seu cigarro, já exposto na mesinha de centro com uma marca redonda no centro onde sempre marcava a mancha do café. Era seu rodo cotidiano,e ,ao tragar seu prazer fecha os olhos e se lembra da mulher com quem havia saído na noite anterior, ela era linda, tinha os olhos e um sorriso doce... E um corpo que só os deuses gregos poderiam ter desenhado. Apalpou seu mascote ao lembrar-se de como se sentiu dentro daquela carne, cheia de amor para dar. Aqueles olhos famintos que só ele conseguia conter, ela era seu maior prêmio,e depois do êxito se sentiu completo. De repente abre-se os olhos, ele vê do seu andar aquela bela paisagem: seu parque preferido com pássaros cantando. Era mais um dia naquele mesmo apartamento.

Every single day

A amada dorme, um sono profundo que se nota um sorriso no rosto. Quem a ama se encontra ao seu lado junto ao seu corpo nu. Ele a observa carinhosamente, por um segundo pensa em acordá-la para fazerem amor, mas o sorriso da bela adormecida estampado em sua face fê-lo mudar de idéia.
Ele a aperta contra o peito e dá pequeninos beijos do ombro até as curvas mais remotas daquela escultura. Ele a deseja mais do que tudo, e não se cansa de olhar nem por um segundo. Vái até a sala pegar um bombom em cima da TV, se distrai e quando volta vê um corpo sedutor, curvilíneo e moreno na cozinha preparando o café da manhã. Ele a beija no pescoço e ouve-se um gemido, um sussurro de prazer. Ela vira-se e diz o que ele quer ouvir e a pega em seu colo, fazem amor para começar mais uam manhã, mais um dia cheio de surpresas do coração.

Alma de Ressaca

Eram cinco da manhã e Luiz, homem alto de porte físico bem avantajado, passeava com Átila na areia da praia, um golden retrivier aos quatro anos que estava na flor da idade. Após uma hora de corrida sentam-se na beira da água , o céu estava nublado e as ondas alcançcavam três metros. mal sabiam que a poucos metros de distância havia ocorrido um assassinato brutal, sangrento, em que o cadáver era uma mulher linda, cheia de vida que esperava um filho em seu ventre.
Átila farejava o sangue fresco e sai correndo, seu dono o segue e ambos demonstram espanto e constrangimento quando veem aquele anjo em trapos.
O assassino olha para sua carne bem a frente e lembra-se do quanto foi divertido penetrar naquela pele macia ao puxar-lhe os cabelos loiros e cortar-lhe a garganta. Um cão late. Luiz percebe que está com sangue nas mãos e uma faca, não se controla e corre em direção à ressaca, estava tudo perdido, lembrou-se do que havia feito. O cão senta à espera do dono, mas ele não volta.